O BEZERRO DE OURO DA REFORMA PROTESTANTE

em sexta-feira, 12 de junho de 2015

Por Marco Sousa



Tenho visto alguns "reformados de internet" pertencentes ao fã clube de certo preletor brasileiro, criticando obreiros e pregadores humildes do movimento pentecostal brasileiro. Creio que os tais fingem que não conhecem a história recente do evangelicalismo brasileiro. Talvez ainda não saibam que quem desbravou as florestas tropicais brasileiras ou entrou pelos becos e valados tupiniquins não foram os mais idolatrados preletores reformados da atualidade, mas foram os humildes obreiros dos movimentos pentecostais brasileiros.... O fã clube supracitado deveria ater-se aos equívocos de sua própria linha teológica, para depois apontar os erros deste lado da cerca... Citarei apenas um dos problemas (não tenho tempo para estes discursos de soberba religiosa para ver quem sabe mais) - a propósito, aprendi com certo professor pentecostal que o "conhecimento sem piedade não presta para a edificação da igreja de Cristo". Citarei o caso do pedobatismo, presente em algumas denominações históricas...

Aos 49 minutos e 54 segundos desse VÍDEO (Confira aqui), Paul Whasher afirma que o batismo infantil foi o bezerro de ouro da reforma protestante. Em outro vídeo, outro teólogo brasileiro explica ao seu público as razões da prática do pedobatismo entre alguns grupos reformados. (Confira aqui). Depois de vislumbrada a questão restam ainda algumas perguntas para as quais qualquer cristão bíblico e bereano seria obrigado a buscar respostas:

1 - Onde fica a tão aclamada Sola Scriptura, se considerarmos que não existe base bíblica para a prática do pedobatismo?
2 - Se o batismo infantil foi colocado em lugar da circuncisão, onde está escrito isto na Bíblia Sagrada?
3 - Se o batismo infantil realmente substituiu a circuncisão, por quais motivos as crianças do sexo feminino também são batizadas, se elas nunca eram "circuncidadas"?
4 - Se o pedobatismo é uma questão de fé e os reformados querem respeito por sua fé, respeitemos a fé alheia, mas cabem aqui outras perguntas: Por quais motivos alguns reformados (não são todos) não respeitam as "questões de fé" dos outros grupos evangélicos? Somente os reformados podem ter um "bezerro de ouro" (segundo Paul Whasher) e os demais crentes não podem?
5 - O uso de "dois pesos e duas medidas" por "pescadores de aquário" que cumprimentam o "produto da pesca" com a saudação "graça e paz" torna o "evangelho determinista" mais eficaz ou mais sem graça?

Vejamos um exemplo - Certo cidadão calvinista passou a frequentar certa congregação que conheço e da qual também já fui membro e casou-se com uma jovem daquela denominação. Não contou a ninguém que era cessacionista. Participava dos cultos com naturalidade. Depois do casamento proibiu a esposa de passar perto de denominações carismáticas. Que evangelho é este?

O caro leitor acha que seria interessante e proveitoso nós pentecostais clássicos, nos unirmos aos reformados e trabalharmos juntos para a glória de Deus? Pensamos que esta seria a prática cristã mais saudável, mas alguns me dirão que isto não é possível, afinal Deus teria se esquecido de nos conferir o livre-arbítrio, tão necessário para se tomar tal decisão!

Glória ao Pai, Glória ao Filho e Glória ao Espírito Santo!
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